domingo, 25 de novembro de 2018

(A)Riscar o Património... em Évora / 2

Este ano consegui participar na iniciativa "(A)Riscar o Património que, de ano para ano, vai crescendo alargando-se a cada vez mais localidades do nosso país, do continente às ilhas (como publiquei AQUI).

Antes dos desenhos da tarde foi momento de alimentar o corpo e, entre sketchers, registei todos os presentes.

(foi desenhado em A4 panorâmico - clicar para ver no tamanho maior)



Ao final da tarde, alinhei com o Filipe Almeida em ir desenhar uma das 27 igrejas intramuros de Évora, iniciativa em curso dos Évora Sketchers. Já tenho a primeira!!


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Um almoço especial

Muito convívio, alguns desenhos e muita conversa à volta de uma paella muito especial, tudo envolto pela arte de bem receber do Pedro e da Rita.
A rematar a tarde, um chá quentinho já em ambiente de despedida.

(foi desenhado em A4 panorâmico - clicar para ver no tamanho maior)


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O meu (A)Riscar o Património

No sábado respectivo do (A)Riscar o Património estive em Évora, e com a manhã ocupada. Mas felizmente ainda consegui juntar-me aos Évora Sketchers (e mais alguns penduras como eu) e aproveitar a oportunidade única de conhecer de perto os Bonecos de Santo Aleixo, património de excepção.

Há 30 anos que os Bonecos estão nas mãos do Cendrev (Centro Dramático de Évora), que os recebeu do Mestre Talhinhas, e que agora se encarrega de reproduzir fielmente o reportório destas marionetas, conforme nos transmitiu José Russo, director daquela companhia de teatro.

Tivemos o privilégio de nos ser montado de propósito o palco dos Bonecos, no lindíssimo Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende. A mim atraiu-me desenhar as costas do palco e assim dar conhecer os bastidores e o modo de manipulação das marionetas, os cenários, etc. Desenhei ainda alguns dos bonecos originais de Mestre Talhinhas (a Noiva, o Sol, Deus, e a Eva) numa sala própria, onde se acumulam umas boas dezenas deles.

(foi desenhado em A4 panorâmico - clicar para ver no tamanho maior)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Os meus da "Lisboa Oriental"

Domingo, 23 de Setembro foi dia de encontro para tentarmos responder aos desenhos em falta para o livro "Lisboa Oriental". Marcado para de tarde, eu e o Filipe Almeida começámos logo de manhã, primeiro com alguma frescura mas a aquecer com o avançar das horas.

À hora do almoço já tínhamos 2 desenhos e o terceiro foi feito à porta da Cervejaria 2 Corvos, à espera que abrisse. Não deu para terminar porque às 2 horas, quando abriu, nem a sombra chegava para aguentar o calor, apenas a expectativa dumas fresquinhas.

À tarde, depois do momento inicial do encontro, o grupo dispersou-se pelos vários locais e eu segui novamente com o Filipe, à procura dos locais a desenhar. Resultaram mais 2 desenhos.
Terminámos com a fotografia de grupo um dia em cheio, com 5 locais "aviados".










segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Jardim Botânico (encontro Desenhar por Desenhar)

Que melhor maneira de voltar a publicar do que com o maravilhoso Jardim Botânico de Lisboa, local do "Desenhar por Desenhar" deste mês.
É um verdadeiro tesouro que temos ali, integrado no MUHNAC/Museu Nacional de História Natural e Ciência!
E para coroar o momento tivemos 3 estreantes de encontros - Luis, Rita e Jorge. Acho que ficaram com vontade de voltar. Apareçam vocês também para o mês que vem!!

(Eu desenhei num A4 panorâmico - se quiserem ver maior cliquem na imagem)


quarta-feira, 18 de abril de 2018

O meu workshop do 10x10 Lisbon


Divulgo hoje o meu próximo workshop integrado nas celebrações dos 10 anos dos Urban Sketchers:

 YOUR HANDS, YOUR SKETCHBOOK AND THE WORLD IS SCALED!
A TUA MÃO, O TEU CADERNO E O MUNDO FICA DIMENSIONADO!

No 25 de Abril vamos celebrar a liberdade de trazer para os nossos cadernos o mundo que vemos!
Como é que o desenho de uma simples mão nos apazigua o espirito e nos localiza na cena, relacionando-nos com o que vemos? Com o formador Luís Frasco, através de pequenas dicas iremos aprender a simplificar o registo em desenho, selecionando o que representamos e o modo de o fazer. Vamos trabalhar o tema da profundidade no desenho da cidade, a importância do enquadramento e da composição da página.
Esta vai ser a oitava aula do curso anual de Urban Sketchers 10×10 Lisbon. Junta-te a nós na quarta-feira, 25 de Abril pelas 18:00 na Praça do Município, em Lisboa.
Inscrição:
Aula avulso – 30 eur / estudantes e associados USkP 15 eur
Meio curso (seis aulas) – 150 eur / estudantes e associados USkP 100 eur
Curso inteiro (12 aulas) – 250 eur / estudantes e associados USkP 200 eur

Contacto para inscrições:
education@urbansketchers.org

Consulta aqui o programa completo:
http://drive.google.com/file/d/1DgL_D4PAgThm4Z4vC0j7_ePUaFvCA251/view


sexta-feira, 2 de março de 2018

Os meus primeiros urbansketching

Consegui desencantar os meus primeiros desenhos de urban sketching!
Feitos com 18 anos, no 1º ano do curso de Arquitectura, na altura ainda ESBAL e que passou a  ser Faculdade de Arquitectura /UTL ainda durante os meus anos lá.

Faziam parte da fase de análise urbana que nos pediam, previamente ao desenvolvimento do projecto de arquitectura. Neste caso seria para projectar um café junto à Estação do Rossio.

Afinal comecei mais cedo do que julgava!







quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

O workshop do Urumo

Recupero um workshop de Setembro do ano passado de alguém cujo trabalho admiro IMENSO:
Alfredo Ugarte "Urumo" (Urumo é "nome de guerra", ou seja, é inventado e com uma história bem curiosa).
O workshop foi na Casa Atelier Vieira da Silva no âmbito da iniciativa "Um Ano a Desenhar para o Futuro", organização conjunta com a Associação Urban Sketchers Portugal e que estava integrado na Lisboa Capital da Cultura Ibero-Americana.

A proposta do Urumo prendia-se com a composição da página, como cenas de contexto mais geral podem conviver com detalhes da mesma cena, sobrepondo-se, passando por trás, contaminando-se e alterando a sua escala, deixando uns apenas com contorno, elegendo outros para pintar.

A palestra da parte da tarde foi arrebatadora para muitos! Conhecer o percurso fascinante dos seus desenhos, as suas inquietações e projectos de futuro, tudo apresentado com uma desarmante humildade, foi uma experiência e peras! Um ser humano muito especial!!

Apresentação da proposta e primeira abordagem ao tema

Segunda abordagem ao tema

Palestra da tarde



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Um workshop MUITO especial

Vou voltar um pouco (muito) atrás para publicar um interessantíssimo workshop que aconteceu em Junho de 2017 e que nunca publiquei. Aliás foi quase um workshop duplo, já que foi orientado pela Maru Godas e pelo Santi Salles, ambos de Barcelona, na Fundação Vieira da Silva.
Como muitos saberão teve um impacto profundo sobre o que passei a fazer desde então.

Fiquei profundamente entusiasmado pelo que foi proposto, em particular pelos materiais sugeridos. Deveríamos começar com umas manchas de aguarela muito básicas às quais, a seguir, iríamos acrescentar detalhes com lápis de cor, mas assumidamente descontraídos.
Esta abordagem permitiu-me ultrapassar uma quase obsessão pelo rigor do desenho, em que me perco quando inicio o desenho com um riscador preciso e procuro representar TUDO. Descobri assim desenhos muito mais soltos, descomplexados e, para mim, muito mais expressivos.

Igualmente a palestra que ambos deram na parte da tarde foi verdadeiramente marcante pela riqueza expressiva dos desenhos mostrados e pelas referências que mencionaram (Daniel Igneus, Benoit Guillume, Cyril Pedrosa, etc.).

Na apresentação do workshop

A minha resposta à proposta da Maru

A minha resposta à proposta do Santi 

Durante um almoço muito animado

As palestras da tarde



sexta-feira, 23 de junho de 2017

15º Festival de Tango de Lisboa / #1

É com alguma vergonha que verifico a data da minha última publicação. Mas prontes!
Aproveitei o balanço do post do Pedro Loureiro sobre o Festival de Tango de Lisboa e decidi: é hoje!

É que não podia deixar de registar a fantástica experiência que foi registar ao vivo na Voz do Operário este evento tão especial, tão único, tão envolvente, do meio tanguero que traz a Lisboa gente de todos os continentes. Literalmente.
E acho que mostrámos bem o que os urban sketchers fazem, ao registar ao vivo o festival junto com, além do Pedro, a Mónia Abreu e o Carlos Teixeira, o mentor desta iniciativa a que, pomposamente e para tanguero ver, chamámos "Tango Live Sketching". A verdade é que, no final, conseguimos reunir uma colecção bem interessante de desenhos! E com as molduras até pareciam bem especiais!


Seguindo a ordem com que fiz, começo por mostrar o registo da primeira noite do Festival feito num livro concertina (ou bandoneon?!)

que abriu com o espectáculo "Tango e Fado", com a actuação da fabulosa orquestra La Juan d´Arienzo, vinda de Buenos Aires,

do Pedro Moutinho no fado, acompanhado de guitarra portugesa e viola e, pelo lado argentino, 2 cantores Fernando Rodas e Caio Rodriguez acompanhados pela orquestra,

enquanto sucessivos pares de dançarinos argentinos mostravam porque são chamados os "maestros", entrelaçando aqueles passos de um modo que parece impossível não tropeçarem, e sempre carregados de arrebatamento e sedução.

Perto da meia-noite, o salão da Voz do Operário esvazia-se do seu público, e o incansável staff faz abrir uma pista de dança onde antes havia uma mar de mesas e cadeiras replicando um clube nocturno de Buenos Aires. De seguida reentram todos, agora com os sapatos de dança já calçados, para dar início à "milonga", um baile onde se dança o tango em sequências de 4 músicas, findas as quais se troca de par, e se continua pela noite fora até de madrugada.





quinta-feira, 6 de abril de 2017

Minde e exposição no Museu da Aguarela Roque Gameiro

Antes que a exposição de Minde acabe, publico os meus desenhos feitos no dia da inauguração no passado dia 18 de Março.

A exposição foi o culminar de um processo fantástico. Pela adesão e pelos resultados. A variedade imensa de registos dos locais de Lisboa que o Mestre Mingança desenhou há quase 100 anos, vistos agora pelos nossos olhos, constitui uma riquíssima colecção da qual se mostra agora um aperitivo em Minde, mas que terá outros voos.

No entanto tinha que começar em Minde, terra de nascimento de Roque Gameiro. A Classe da Borra Regatinhada de Mestre Mingança (Museu da Aguarela Roque Gameiro), na pessoa da sua directora Maria Alzira Roque Gameiro, recebeu-nos tão amavelmente, abrindo-nos o Museu, o Atelier de Tecelagem das mantas de Minde e organizando um programa cultural relacionado com o Conservatório de Música, de que a actuação do Charales Chorus foi um exemplo. Todas estas valências são testemunho do impressionante trabalho que o CAORG - Centro de Artes e Ofícios Roque Gameiro tem feito em Minde e arredores onde conta já com 8 pólos na região (CLICAR).

A par desta dinâmica cultural, é relevante destacar o papel do CAORG na preservação e divulgação do "minderico", um linguajar que teve origem nos feirantes das mantas de Minde, Afinal mais um atractivo que justifica em pleno uma visita a Minde para os que não puderam vir à inauguração e mesmo o regresso dos que vieram.




sábado, 25 de março de 2017

#51 - Tabacaria Martins (Lojas Tradicionais de Lisboa)

É o meu primeiro contributo para a iniciativa "Lojas Tradicionais de Lisboa" e quis começar pela Tabacaria Martins, um cantinho recolhido no Largo do Calhariz, com uma única porta aberta para a rua mas com um interior delicioso todo forrado a madeira.
Fiz questão de começar por aqui porque me encontro envolvido no projecto de reabilitação do edifício do Palácio Sandomil, de que a tabacaria faz parte (AQUI).
Fundada em 1872 continua dentro da mesma família Martins há 3 gerações, sendo agora gerida por Ana Martins.
Apesar dos seus 145 anos continua cheia de vida, de clientes e movimento, e soube acompanhar os tempos: é um dos 2 locais onde se vendem os bilhetes da Galeria "Zé dos Bois", um dos focos da vanguarda cultural em Lisboa!
(cliquem na imagem para a ampliar)


terça-feira, 7 de março de 2017

O meu da "Quinta do Ferro"

Já foi há um tempo (14 de Janeiro) mas finalmente aqui fica o meu desenho do encontro para desenhar a Quinta do Ferro.
Escolhi um canto que pode ser que venha a ser objecto da intervenção próxima prevista. A ver vamos...


quinta-feira, 2 de março de 2017

Rita Redshoes no Tivoli

Que grande concerto foi a actuação da Rita Redshoes no Tivoli há uma semana!
Para além de nos presentear com as suas lindíssimas canções, foi um privilégio escutá-las com os arranjos para as quatro cordas, dentro do espírito do seu último álbum, Her.
Tudo embrulhado na sua simpatia natural e boa disposição foi uma noite em cheio!




sábado, 25 de fevereiro de 2017

No Benfica-Chaves

Ontem fui à bola!
Aproveitei os minutos antes de começar e continuei no intervalo. Depois o Benfas precisou da minha atenção e tive que terminar em casa.
Para não me acusarem de faccioso, pintei a relva de verde!


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Poda e empa em Carvalhal de Mouraz / 2

(continuação do post anterior)

Na tarde de sábado, após o trabalho é tempo de uma tradição destas terras: um lanchinho antes do jantar. Foi tempo para um robusto "rancho de grão", com boas carnes e belos enchidos. Entre outras houve de sobremesa uma cabidela de galo. Isto é uma brincadeira para as gentes daqui, mas uma dura prova para os "lindinhos" de Lisboa. Ainda mais porque o vinho não pára nos copos!
Mas é sem dúvida reparador fazer parte destes momentos de convívio são e genuíno!!


À noite (note-se, sem jantar) foi tempo de um simpático gin no restaurante "3 Pipos", enquanto desenhei a loja de vinhos.


Para fechar a noite, acompanhei a custo uma ida a uma discoteca da zona, que afinal se tratava de uma danceteria, bem animada aliás pelo duo i-band.pt.


No dia seguinte, dia de recuperação, ao almoço a estrela foi a nova habitante de Carvalhal de Mouraz, a Filipa, com quem a Marina se entendeu às mil-maravilhas!


Poda e empa em Carvalhal de Mouraz /1

Não pude ir ao workshop e conferência da Karina Kushnir, antropóloga e urban sketcher brasileira, mas fui também fazer um trabalho de antropologia, registando a actividade da poda e empa da vinha em Carvalhal de Mouraz, concelho de Tondela. Quer dizer, participei e registei.

Todos os anos nesta época, 4 amigos vão tratar da vinha de um deles. Tudo começa na sexta à noite, onde, a premiar uma viagem de fim de tarde desde Lisboa, se vai jantar no restaurante "3 Pipos", em Tonda. Quem não conhece, aceite o conselho e "conheça!!".


A seguir fomos para casa rematar a noite, para preparar o "lanchinho" do dia seguinte, ou seja, tratar das carnes para um rancho de grão, entretidos com uma geropiga mesmo especial.


No dia seguinte, às 8:30 h da manhã está tudo na vinha para a poda: cortar a floresta de vides que cresceram da época anterior, deixando apenas a mais saudável na qual se selecciona 8 olhos dos quais irão crescer as varas desta época. Não sei seleccionar a vara guia, mas fico com as restantes que corto para depois carregarmos para uma pira gigante a que se lança lume, para ficar reduzida a cinzas.

Parámos às 11:00 para entreter o dente e alimentar o espírito mas não deu para desenhar.



Só no final, antes do almoço e com tudo despachado, tive tempo para apanhar o Vasco a repetir a poda da macieira, a ver se consegue a mesma produção do ano passado.


A seguir ao almoço foi a altura da empa, ou seja, a operação de vergar a vara que foi deixada da poda, encaminhando-a no arame e fixando-a com vime, cordão de plástico ou, a novidade deste ano, uns atilhos de borracha que são reutilizáveis no próximo ano. Mas isto da empa é para entendidos. Em particular na "tinta roriz" cuja haste não é tão maleável como a da "jaen", e que facilmente quebra inviabilizando todo o pé de vinha.


(continua no próximo post)

sábado, 28 de janeiro de 2017

Minis ao Monte

Foi nesta quarta-feira que partiram os 7 minis de Lisboa, em frente ao ACP, em direcção a Monte Carlo, em homenagem aos 50 anos da 3ª vitória no Rally de Monte Carlo. O meu amigo David levava a sua fiel réplica do 177.

E os outros levaram nas portas o meu logótipo.